Eu sabia que iam fazer coro pedindo um discurso. Na verdade – você não precisa acreditar nisto, tá? – o que me aconteceu é que, num dado momento, enquanto pensava no almoço de comemoração, um pensamento veio se infiltrando no meu consciente e, de repente, pá! “Faz porque você vai precisar“. Ficou assim:
Setenta anos… alguns dizem que é a idade da sabedoria, outros dizem que é quando a gente começa a esquecer onde deixou os óculos. Eu prefiro dizer que é a idade perfeita: já tenho histórias demais para contar, mas ainda consigo lembrar das melhores! E agora, olhando à minha volta, vejo que muitas dessas histórias têm vocês como protagonistas – desde meus amigos mais letrados, capazes de debater ciência e filosofia, até aqueles irmãos de alma que conheci na adolescência, que me ensinaram que a melhor escola é a da convivência.
Hoje, não celebro apenas um número, mas uma transformação. Cada filho, cada familiar, cada amigo e cada companheiro de trabalho deixou a sua marca em mim. Algumas, suaves como uma brisa; outras, firmes como um empurrão necessário para seguir em frente. E todas, sem exceção, ajudaram a me tornar alguém melhor, mais aberto e, espero, mais útil para quem cruza o meu caminho.
Por isso, agradeço de coração a cada presença aqui. Vocês deixaram, por algumas horas, suas rotinas para estarem comigo – e isso é o maior presente que eu poderia receber. Que possamos seguir juntos, compartilhando risos, histórias e abraços.
16/08/2025.

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